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Discurso de Powell mexe com Bitcoin e mercado aguarda cortes

O discurso de Jerome Powell na última terça-feira deixou o mercado de criptomoedas em um clima de cautela. Os investidores estão de olho no que o Fed (Banco Central dos EUA) vai indicar sobre possíveis cortes de juros, com análise até 2026. O Bitcoin, por exemplo, estava sendo negociado a US$ 88.972,60, com uma alta de 1,8% nas últimas 24 horas. No entanto, ainda se sente sob pressão, especialmente após cair para US$ 86.000 no dia 26 de janeiro. A situação macroeconômica está agitada, com dados de emprego e inflação, além de rumores sobre um possível fechamento do governo nos EUA, o que aumenta a volatilidade.

Nos últimos sete dias, o Bitcoin teve uma queda acumulada de 2,4%. Essa expectativa em relação ao Fed e a redução no apetite pelo risco impactam diretamente o mercado brasileiro, pois o tom de Powell pode afetar tanto a liquidez internacional quanto o valor do dólar, influenciando assim o preço do Bitcoin em reais. O mercado está se movendo em uma faixa estreita entre US$ 85 mil e US$ 95 mil desde janeiro. Qualquer sinal de uma política monetária mais cautelosa pode liberar movimentos mais expressivos.

O que o discurso de Powell significa para investidores em Bitcoin?

Os investidores estão em busca de indícios sobre quando o Fed deve começar a cortar juros. Taxas de juros mais baixas geralmente facilitam o acesso ao crédito e, por consequência, favorecem ativos mais arriscados, como as criptomoedas. No cenário atual, o mercado está precificando a manutenção das taxas, mas o discurso de Powell pode alterar isso. Um tom mais rigoroso poderia empurrar o Bitcoin para baixo de US$ 86.000.

Atualmente, o Bitcoin encontra-se em um canal de baixa desde 13 de janeiro, quando alcançou os US$ 93.062. As médias móveis de 50 e 200 dias estão apontando para baixo, sinalizando uma tendência negativa no curto e médio prazo. O índice RSI diário está em 38 pontos, próximo da zona de sobrecarga. Já o MACD mostra-se negativo, mas o histograma está perdendo força, indicando que uma leve recuperação pode ocorrer se o suporte se mantiver firme.

Dados on-chain e institucionais mostram cautela, não pânico

Do lado on-chain, a quantidade de Bitcoin nas exchanges tem diminuído gradualmente, o que aponta para uma pressão vendedora mais baixa. As movimentações das grandes contas, conhecidas como “baleias”, mostram estabilidade, com poucas transferências acima de 1.000 BTC recentemente.

Uma movimentação interessante foi feita pela Strategy, que adquiriu cerca de US$ 264 milhões em Bitcoin próximo aos US$ 87.000. Essa compra reforça a ideia de que, mesmo em tempos de queda, a demanda institucional por Bitcoin continua forte. Essas movimentações estão alinhadas com a percepção de que a liquidez do Fed será o principal fator que influenciará o mercado a médio prazo.

O Índice de Medo e Ganância está em 29 pontos (zona de medo), com apenas 43% de dias positivos nos últimos 30 dias e uma volatilidade média de 2,83%. Isso é um sinal típico de que o mercado está se consolidando, aguardando um momento de definição.

Riscos de curto prazo e níveis a serem monitorados pelos traders

Enquanto o Bitcoin ficar abaixo da marca de US$ 92.000, o risco continuará elevado. Se o preço se mantiver abaixo de US$ 86.000, podemos ver um teste da faixa entre US$ 85.000 e US$ 86.000, com um suporte mais robusto estabelecido entre US$ 75.000 e US$ 77.000.

Por outro lado, um fechamento diário acima de US$ 90.500 poderia melhorar o panorama técnico, fazendo com que o preço tentasse novamente a resistência em US$ 93.000. as altcoins, que costumam ser mais afetadas em períodos de incerteza, ainda estão pressionadas e esperando por sinais mais claros de recuperação.

Para quem investe no Brasil, essa semana pede atenção. O discurso de Powell pode ser determinante para saber se o mercado vai entrar em uma correção mais profunda ou se começará a retomar a tendência de alta nos próximos meses. Os indicadores macro e técnicos convergem para um ponto crítico, tornando esses dias decisivos para o futuro do Bitcoin até 2026.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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